O SOM DA ANIMAÇÃO

ILUSÃO DE MOVIMENTO | O Som da Animação
23 de Maio 2015, 18h
sala estúdio, Teatro Municipal Campo Alegre
Moderador: Fernando Rocha
Convidado Especial: Normand Roger

A conversa será proferida em inglês (sem tradução simultânea)

O papel da música e dos outros elementos sonoros no processo de criação e construção de um filme de animação.

Músico e compositor, NORMAND ROGER desenvolve, desde 1970, música e sound design para alguns dos mais aclamados filmes de animação produzidos no Canadá e no mundo. Conhecido pelo seu trabalho no Office National do Film do Canada, Roger também foi o compositor de todos os filmes de Frédéric Back, nomeadamente o vencedor do Óscar The Man Who Planted Trees. Trabalhou também com Co Hoedeman (The Sand Castle), Eugene Fedorenko (Village of Idiots), Paul Driessen, Michael Dudok de Wit (Father and Daughter, vencedor do Óscar), Chris Hinton e Aleksandr Petrov (My Love).

Próxima sessão | 6 de Junho de 2015 | ACTING NA ANIMAÇÃO

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apresentação da PLATAFORMA DA ANIMAÇÃO PORTUGUESA

17 de Novembro de 2012, 11h
Centro Multimeios, Espinho

Uma iniciativa da Casa da Animação, Associação Cultural, e da Universidade do Algarve, que terá lugar no dia 17 de novembro, às 11 horas, na sala Polivalente do Centro Multimeios de Espinho, durante a 36ª edição do Cinanima, por cortesia da organização do festival a quem agradecemos.

A Plataforma da Animação Portuguesa tem como missão estabelecer uma rede de comunicação e de colaboração entre instituições de ensino superior e secundário, empresas, associações culturais e festivais no setor do cinema e audiovisual de animação para o desenvolvimento de oportunidades, estratégias e dispositivos de formação, inovação, visibilidade e produção de conhecimento.
O objetivo é posicionar o setor do cinema e do audiovisual de animação entre as áreas mais dinâmicas tanto na investigação académica quanto no âmbito das indústrias criativas.

Esta iniciativa decorre sobretudo das conclusões declaradas em dois documentos:

Relatório (Reflexões sobre a animação portuguesa – Contributo para uma estratégia de desenvolvimento, Lisboa, 17 de dezembro de 2010) do movimento de profissionais Caminhos para a Animação Portuguesa, particularmente no que respeita a formação técnica necessária à sustentabilidade económica das produtoras e visibilidade do setor.

Recomendações produzidas no III Simpósio da Casa da Animação, sobre formação, que contou com a presença de 15 participantes em representação de 10 licenciaturas, quatro mestrados e dois cursos técnico-profissionais do ensino secundário.

No fim da apresentação será disponibilizada uma Declaração de Intenções a fim de ser preenchida pelas pessoas de contacto das instituições presentes. Esta declaração irá permitir passar para a fase seguinte de institucionalização da Plataforma junto dos seus potenciais membros.

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III Simpósio de Animação

Ensino e Formação de Animação em Portugal
21 a 22 de Maio de 2011
Casa da Animação, Porto

Organização: Casa da Animação
Comissária: Marina E. Graça

INTRODUÇÃO

As duas últimas décadas evidenciaram a importância do cinema de animação no panorama cinematográfico e audiovisual nacional e dos conteúdos multimédia, independentemente da plataforma de apresentação. De facto, o potencial criativo e a capacidade de produção revelados neste período, são comprovados por um espólio de filmes, reconhecido internacionalmente pela sua qualidade, capacidade de inovação e diversidade artística, e consolidou o estatuto do Cinema de Animação português, através de selecções regulares nos festivais internacionais de cinema mais prestigiados do mundo.

Difundir e celebrar estas obras, fazer delas um exemplo de vitalidade criativa e produtiva, é um estímulo para um grupo emergente de novos autores e produtores, e fundamental para consolidar e expandir este sector.

O Cinema de Animação português afigura-se actualmente como uma das actividades culturais com maior potencial de desenvolvimento. Se enquadrado estrategicamente, o sector poderá valorizar o seu capital artístico e produtivo, fomentando o surgimento dum mercado interno capaz de gerar emprego e de criar externalidades que derivam da exploração económica das obras no mercado nacional e internacional.

As maiores fragilidades do cinema de animação português são a ainda débil capacidade produtiva (apesar do seu potencial) e a sua escassa visibilidade no país. Por outro lado, ainda é diminuto o grupo de profissionais nesta área, e muitas das vezes, quem desenvolve a sua actividade profissional em animação, não teve formação específica nesta área, e adquiriu os seus conhecimentos em estúdios e de forma algo autodidacta.

Não existem ainda quadros especializados em animação: sejam eles realizadores, argumentistas, animadores, técnicos de pós-produção específicos ou mesmo produtores. Os cursos, mestrados e licenciaturas que versam estas matérias são muito recentes em Portugal, pelo que ainda não é possível observar indicadores e resultados, e aferir sobre a sua eficácia e pertinência.

São, sobretudo, os criadores quem mais sente a carência de profissionais capazes de integrarem as suas equipas de trabalho. Esta advém, obviamente, da falta de formação adequada.

Das informações que fomos reunindo, resulta evidente a necessidade de conjugar esforços no sentido de uma sensibilização de todos os agentes intervenientes na formação em animação, públicas e privadas, para a necessidade de proceder a reestruturações curriculares, adequar objectivos, conteúdos e metodologias, de modo a responder adequadamente às actuais necessidades ao nível da criação e produção de cinema de animação. Mas também de criar uma plataforma que articule as instituições de ensino, criar uma rede de cooperação operacional e eficaz.

OBJECTIVOS
Face ao exposto, pretende-se com a organização deste simpósio dedicado à formação no sector da animação:

1. Reunir todos os responsáveis dos cursos existentes com disciplinas de animação, nos
vários níveis e contextos de ensino (a nível superior foram identificados 15 conforme anexo 2);

2. Produzir / Confirmar um conjunto de recomendações para a direcção dos cursos actuais,
Ministério da Educação e Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

3. Promover a realização de um estudo sobre a situação do ensino e da formação de Animação; e também sobre as necessidades do mercado.

4. Articulação entre níveis de ensino (secundário e superior) e entre empresas e instituições de
ensino,tendo em vista a reestruturação ou adequação curricular dos cursos actualmente em funcionamento e criação de novos cursos;

5. Criação de parcerias entre empresas e instituições de ensino de forma a adequar tanto as
condições de realização dos Estágios Curriculares quanto as dos Estágios Profissionais.

6. Criar bases para o desenvolvimento de projectos em parceria.

7. Criar uma plataforma da animação – criação das bases para um observatório sobre a formação de animação em Portugal e também sobre o desenvolvimento das actividades nessa área.